É hora de planejar as finanças do condomínio

//É hora de planejar as finanças do condomínio

Final do ano é época de organizar as contas e planejar o orçamento do próximo ano, e no caso dos condomínios não é diferente. Eles precisam pensar em todos os detalhes para evitar apertos ao longo do ano, já que nesse período também é decidido qual vai ser a taxa cobrada dos moradores. Normalmente os condomínios fazem a AGO (assembleia geral ordinária) em novembro ou dezembro, que é quando o síndico faz a prestação de contas e apresenta o orçamento para o ano seguinte.

De acordo com a síndica profissional do Complexo Odonto Médico Itaigara, Eunice Ribeiro, nos condomínios maiores é comum administradoras financeiras e contábeis cuidarem dessa parte, mas nos menores, quem faz o planejamento é o próprio síndico, ou seja, eles precisam se organizar e prestar atenção para nenhum detalhe ficar de fora da conta.

O aumento da cota que será cobrada acompanha o aumento do salário mínimo, portanto o novo valor, que entrará em vigor em janeiro, é calculado com base nele e inclui todas as despesas presentes em um condomínio que são: água (quando não é individual), energia, funcionários, manutenção preventiva em equipamentos, elevadores, geradores, extintores, bombas, academia, dedetização, piscina e jardim, lavagem de reservatórios, honorários advocatícios e de sindicância profissional, contabilidade e seguro.

Além disso há ainda as despesas extras, como observa Rose Smera, advogada e sócia da Adcon Administradora de Condomínio. Caso algo no condomínio necessite de conserto ou nos casos de inadimplência no pagamento da cota de algum condômino e para imprevistos em geral, existe um fundo de reserva que também é calculado. “Esse valor é de 10% em cima da cota e é necessário porque, se alguém atrasa, tem como repor e não ficar no aperto, mas ele não é obrigatório, não são todos os condomínios que incluem”, explica Rose.

Quando esse novo orçamento for planejado pelo síndico ou pela administradora, esse “material” é apresentado em assembleia para ser aprovado pela maioria dos presentes e assim é definido o aumento. “Normalmente o aumento da cota para os moradores varia de 10% a 20% por ano”, diz Rose.

Despesas extras

Existem casos de esse orçamento não ser o suficiente até o final do ano ou até mesmo surgirem gastos extras que ultrapassem o que foi estabelecido e aprovado pelos condôminos.

Nesses casos, o síndico deve convocar uma assembleia geral extraordinária com este demonstrativo financeiro, pautando a deliberação de taxa emergencial para concluir o exercício do ano. E assim, após a autorização de assembleia, pode ser cobrada uma taxa extra para os moradores.

Eunice alerta que é preciso ter cuidado para não subestimar os números reais com o intuito de evitar aumento da cota condominial. Ela costuma orientar nas suas consultorias: “Não existem milagres, os números são reais e, como tal, devem ser considerados. Alguns síndicos, às vezes, para demonstrar uma boa gestão, não propõem o aumento e há um determinado momento que o orçamento excede”, adverte Eunice.

Planeje as finanças do condomínio

Referência – A previsão orçamentária é elaborada, geralmente, com base nos dados históricos dos gastos (pelo menos dos últimos 3 meses), ou seja, com valores mais atualizados.
Média – Faça uma média para que o valor do condomínio seja igual ao longo de todo o ano, ainda que haja alguns gastos  mais pontuais.
 
Ajuste  – A depender da variação dos valores das despesas, é aconselhável que deixe em aberto possíveis mudanças a serem feitas no decorrer da execução do período.
Responsabilidade – A previsão orçamentária, quando aprovada pela assembleia, torna-se o orçamento do condomínio e o síndico torna-se o responsável pelo seu cumprimento.
Fonte: atarde.uol.com.br/imoveis/noticias
By | 2018-01-05T18:17:20+00:00 janeiro 5th, 2018|Notícias|0 Comments

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