Síndicos buscam formas de economizar no caixa aliadas a serviços de segurança

Existem diversos tipos de perfis de condomínios espalhados pelo Brasil, portanto são também diferentes os modelos de administração. Mas todos os condomínios têm objetivos e preocupações em comum, como a redução de custos e a segurança. Por isso é preciso pesquisar muito para trazer as melhores propostas que atendam às necessidades do condomínio em questão, função esta que cabe aos síndicos, sejam eles profissionais ou não, e até mesmo às administradoras.

A portaria remota já existe há algum tempo e, apesar de poder ser aplicada em qualquer perfil de condomínio, ainda é pouco implantada efetivamente no Brasil devido à falta de conhecimento dos seus benefícios. André Fernandes é veterinário e síndico de um condomínio novo localizado em Planalto Paulista, em São Paulo (SP), com poucos moradores. Ele está no processo de procura do melhor modelo para atendê-los.

“Tenho amigos que moram em condomínios que utilizam a portaria remota e acho que isso é uma tendência. É uma portaria que abrange segurança e atende a todos os serviços que esperamos de uma portaria, além de ter um custo mais acessível. Pense no número de porteiros, 24 horas por dia, 7 dias por semana, risco trabalhista e o erro humano. Você precisa ter alguém treinado e capacitado para isso”, analisa.

Já Marcos Rodrigues, subsíndico de um condomínio do bairro de Moema, também em São Paulo, implantou a portaria remota há quatro meses e já nota a diferença.

“Financeiramente, estávamos com déficit mensal e precisávamos reduzir funcionários por conta de um passivo trabalhista muito alto, então optamos pela portaria remota, visando também os problemas de segurança e manutenção de aparelhos. Pesquisamos mais de dez empresas, visitamos 25 condomínios com o sistema e decidimos pela Minha Portaria”, afirma. Ele também explica que, no início, houve resistência por parte de alguns moradores, que hoje mudaram sua opinião diante das melhorias causadas pelo serviço. “Fizemos uma pesquisa e contamos com 95% de aprovação. Hoje, temos dinheiro sobrando no caixa, estamos fazendo melhorias no condomínio e depois teremos a redução da taxa condominial”, conta sobre os planos futuros.

Para Betania Andrade, que é síndica profissional há cinco anos, existem dois lados essenciais para que a portaria remota seja efetivada nos condomínios, o primeiro é o paternalismo entre moradores e alguns funcionários, que muitas vezes são vistos como colegas e amigos.

“Eles pensam o que vai ser da vida do porteiro sem aquele trabalho e não enxergam que no mundo atual é preciso ter outro sistema para segurança e moradia. Alguns porteiros deixam os seus postos para fazer favores aos moradores, o que é contra a regra do condomínio. Com a portaria remota existe essa imparcialidade, além dos custos reduzidos”, diz.

Por isso costumam dizer que o barato sai caro.

“Quando se implanta o sistema da portaria remota, é feito um estudo e análise do que o condomínio tem, e do que ele precisa. Muitos síndicos pesquisam, cotam e fazem orçamentos para diminuir os gastos dos condomínios; e entre uma ou outra reunião, os moradores acabam optando por serviços mais baratos e que podem fragilizar a segurança”, explica Walter Uvo, especialista em tecnologia de condomínios da MinhaPortaria.com.