Para o administrador do condomínio residencial Portal dos Bandeirantes, que fica no Jardim Nova Manchester, Marco Aurélio de Souza, e que tem 486 apartamentos no total, a inadimplência prejudica principalmente novos investimentos no residencial e as ações de melhorias. “Temos uma política efetiva de cobrança dos moradores inadimplentes por meio de cartas e telefonemas, e até inclusão dos nomes nos serviços de proteção ao crédito, e com isso estamos conseguindo diminuir os casos, que antigamente eram mais frequentes”, afirma. Ele informa que atualmente a inadimplência no Portal dos Bandeirantes está entre 10% a 12%, o que é considerada baixa. “Atualmente estamos com sete processos judiciais que são dívidas de muitos anos e mais antigas”, conta Souza. Segundo ele, a inadimplência ainda não está afetando os serviços essenciais do residencial, mas que ela prejudica investimentos em melhorias. “Quando a inadimplência está mais alta os novos investimentos são prejudicados, já que o dinheiro fica comprometido com os serviços de conservação e manutenção, que não podemos ficar sem”, alega.

Já a sub-síndica do condomínio residencial Encanto, no Alto da Boa Vista, que possui 150 apartamentos, afirma que atualmente o condomínio tem apenas quatro processos judiciais por causa da inadimplência, além de alguns acordos administrativos entre alguns moradores que estão em débito. Segundo ela, para não afetar o bom andamento do residencial e nem prejudicar os serviços que não podem ser cortados, como portaria e limpeza, o condomínio renegociou contratos com fornecedores e tem controlado todos os gastos, tentando reduzir ao máximo as despesas. “Quando a inadimplência aumenta fazemos uma assembleia com os moradores para que seja aprovado o uso do dinheiro do fundo de reserva do condomínio, caso contrário, é necessário aumentar o valor da taxa condominial mensal”, afirma ela.

A sub-síndica alega ainda que os inadimplentes devem ficar atentos porque as dívidas do não pagamento da taxa de condomínio, quando vai para ação judicial, o proprietário poderá até ter seu imóvel penhorado, mesmo que seja o único da família. “Nesse caso, a lei de bem da família não protege o dono de imóvel de condomínios residenciais”, afirma. (A.C.M.)

Fonte: Jornal Cruzeiro