A tendência da automação de portarias de condomínios ganha mais espaço todos os anos. O sistema agrega tecnologia, funcionalidade e gestão de segurança mais eficiente, permitindo o monitoramento e controle de acesso de pessoas aos prédios com vários apartamentos, além de gerar economia com mão de obra na proporção de 50% a 60%. Entretanto, essa característica do mecanismo não produz impacto no que se refere à empregabilidade, conforme executivos do setor. Ao contrário: os porteiros que trabalham em edifícios são treinados para atuar na base operacional, sem perigo de ficarem expostos à ação de criminosos. Além disso, ficam protegidos na base e monitorados pelo supervisor. Em algumas cidades, existem grupos especializados em segurança patrimonial, que trabalham com o dispositivo ao qual agregaram o uso de um drone.

O equipamento é utilizado para fazer, num primeiro momento, o monitoramento remoto das áreas do condomínio, dessa forma, subsidiar as ações de prevenção de ocorrências dentro do empreendimento. A partir disso, o sistema controla o prédio à distância 24 horas por dia, utilizando câmeras. As imagens gravadas são enviadas à central de monitoramento, onde profissionais acompanham a movimentação do local. A portaria remota funciona por meio de uma linha de dados que conecta toda a guarita à Central de Monitoramento. Ainda nesse processo, os condôminos são cadastrados com fotos, identificação biométrica e também recebem um controle remoto anti-clonagem para acesso com veículos. Além disso, os registros de acesso com áudio e vídeo são cadastrados e arquivados em relatórios completos, o que permite que os que moram na unidade a monitorem e também a seus filhos pela internet ou por aplicativos de celular, por exemplo. Tudo funciona como em uma guarita presencial: desde o som do interfone, interação com porteiro e forma de comunicação quando o visitante informa seu nome, apartamento onde vai, números de documento para cadastro e espera a confirmação do morador.

O monitoramento remoto é mais seguro e eficiente porque funciona a partir de câmeras que repassam o processo em tempo real. O recurso permite ainda, quando das situações emergenciais, que os moradores acionem o alarme de pânico, um botão que sinaliza o problema para a Central de Monitoramento. Imediatamente, os operadores entram em contato com o síndico, a polícia e as pessoas relacionadas na ficha cadastral do próprio condômino para solucionar a situação de modo rápido e eficiente. Segundo um síndico, na região do seu condomínio existem muitos prédios antigos e, por isso mesmo, ainda desprovidos de automação. O síndico denunciou, ainda, a ação de uma gangue de pichadores que têm conseguido burlar interfones e arrombar portas de apartamentos para a prática de furtos. “Aqui mesmo no nosso prédio isso aconteceu umas três vezes. Estamos cuidando para implantar o mecanismo que nos foi mostrado e vamos consultar os condôminos. É uma necessidade. Hoje em dia, a violência está muito grande e precisamos tomar todos os cuidados possíveis”, afirmou.