Quando a régua de cobrança é seguida à risca, torna-se uma das principais ferramentas de combate à inadimplência do condomínio. Por isso é tão importante que cada condomínio tenha a sua própria régua, aderente à sua realidade.

PERFIL DO CONDOMÍNIO

O síndico, juntamente com a administradora e o conselho, devem levar em consideração informações como:

perfil dos inadimplentes do condomínio (veja mais em “Tipos de devedor”)
análise de “aging”/temporal: qual é o peso e o tempo dessa inadimplência?
fluxo de caixa do condomínio: receitas x despesas. Mesmo que entrem cotas atrasadas dentro do mês, é possível ajustar data de vencimento de contas.

DEFINIÇÃO DA RÉGUA

Com essas informações em mãos, o grupo deve definir a régua:

*intervalo de dias para cada etapa de contato
*tipo de contato + tom de voz para cada etapa: telefonema, carta/e-mail, whatsapp (veja mais em “Comunicação assertiva” e nossos modelos de downloads)
*qual o limite de dias para firmar um acordo amigável
*qual o parcelamento aceitável neste acordo
*valor mínimo/nº de cotas para transferir para o departamento jurídico
*prazo máximo para ingressar com ação judicial

Rafael Laund, sócio-fundador da administradora de condomínios LAR.app, explica que o síndico não precisa aprovar essa régua em assembleia, mas todos os condôminos devem ter conhecimento dela.

“Quando passo a atender um novo condomínio, faço uma proposta de régua de acordo com o nível de inadimplência, entre outros critérios (como citados acima). Quando a inadimplência é alta, a régua é mais curta. Na maioria das vezes, alinho com o síndico e um conselheiro mais envolvidos nas decisões”, comenta.

Para o diretor da Êxito, a régua de cobrança extrajudicial pode ser de 90 dias ou até 6 meses, quando a cota é mais baixa (até R$ 350). Quando a realidade do condomínio é o contrário, com cota de valor elevado, a régua deve ser mais curta, em alguns casos, de até 45 dias.