Vivemos um momento histórico em que a internet está cada vez mais presente no nosso cotidiano e a vida assume tantos aspectos virtuais quanto reais. A troca de dados é intensa e constante, seja para trabalhar, estudar, resolver pendências burocráticas, comunicar-se ou mesmo para se divertir. O fato é que um grande número de pessoas gasta parte de seu dia ligado à rede, seja por necessidade ou vontade.

Com um mundo cada vez mais conectado, a oferta de sinal também aumentou e hoje já não é raro acessar internet livre em diversos tipos de estabelecimento como shoppings, lojas, restaurantes, clínicas, salões de beleza, escolas etc. Os condomínios empresariais aderiram à tendência há mais tempo e os residenciais se encaminham para o mesmo: a disponibilização de internet wi fi em toda a sua extensão ou pelo menos nas áreas comuns.

A novidade é empolgante e, caso seja proposta para os condôminos, deverá ter entre eles muitos defensores. No entanto, o síndico deve pesquisar e refletir bastante antes de se posicionar acerca do tema. Quais são os benefícios que esse investimento pode trazer? Quais são os contras? Que mudanças estruturais precisariam ser feitas para adequar o projeto? Esses são alguns pontos que devem ser ponderados antes de bater o martelo.

Algumas empresas de telefonia e internet já oferecem propostas de serviço para pessoas jurídicas, onde se encaixam empresas e condomínios. É importante se certificar de optar por uma velocidade alta, que seja capaz de atender a vários aparelhos simultaneamente.

Em segundo lugar, é necessário analisar a estrutura física onde se quer estabelecer a cobertura. O padrão wi fi não utiliza fios/cabos, a transmissão é feita por sinal de ondas eletromagnéticas. Assim sendo, para se ter acesso à internet através desse meio, o usuário deve estar portando um dispositivo móvel (laptop, smartphone, tablet) capaz de captar o sinal.

Também é necessário estar no raio de abrangência (geralmente em torno de 80 metros) de um ponto de acesso que estará emitindo as ondas (tecnicamente conhecido por hotspot). Obstáculos como paredes dificultam a transmissão e podem prejudicar o acesso à internet. Então, quanto mais ampla for a área, melhor. Áreas de lazer e convivência são ideais. Cômodos fechados como academia, sala de vídeo, brinquedoteca, salão de festas podem necessitar de hotspots individuais, se houver interesse em cobrir também esses espaços.

Sanadas as dúvidas técnicas, é preciso refletir sobre as questões de segurança, pois a internet aberta oferece alguns riscos. Sendo de uso coletivo, não há registro que identifique as ações de cada usuário, o que facilita a conduta criminosa de pedófilos, hackers, estelionatários, dentre outros. Para evitar problemas, o ideal é o uso controlado da internet, com login e senha individual para cada condômino (um código por apartamento). Dessa forma, é possível responsabilizar o provável infrator.

Fonte: Jornal do Síndico